Me Ame...

Me Ame...

SIL...

Sou guiada pelas fazes da lua, tenho varias fazes Hoje como um eclipse, amanha como o arco iris Mas a noite, sou como um vulcão em errupsão... Mesmo assim, minha alma é doçe, como uma criança Sou uma mulher em busca de seus abismos contidos Sou indomável em todos os sentidos...como assim? Ando em busca de um ideal, para emcontrar uma razao de ser... Alguns acham que tenho o encanto das fadas Outros a magia das bruxas...sou mesmo indomável Posso ter mil faces, mas sou verdadeira em tudo Sou inteira, sou plena, e posso fazer você ficar e Viver em delirios por toda eternidade...você quer? Portanto, nao perguntem-me quem sou eu...você sabe! Sou menina, sou mulher, sou felina, sou Amante E sei que você quer, meu Eu em Você, para sentir-te Totalmente Completo, absoluto, pois sem mim.... Não és nada....Porque Eu Sou Você!!!

ASSIM SOU.....

ASSIM SOU.....

sil

sil
uma eterna apaixonada

SIGA-ME

SIGA-ME
SIGA-ME

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Amor – pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da própia vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.

E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino.

Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.

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